sábado, 12 de setembro de 2015

UM NOVO SEGUNDO. E AÍ, VAI FAZER O QUE?

POR QUE EXISTEM PESSOAS QUE BRIGAM POR NADA E POR TUDO???? 
A VIDA É TÃO CURTA PARA QUE HAJA PERDA DE TEMPO...
TEMPO QUE NÃO VOLTA MAIS, TEMPO QUE SENTIREMOS FALTA DAQUI A UM DIA, A UNS MESES, A UNS ANOS...NÃO IMPORTA QUANTO TEMPO FOI PERDIDO, ESSE TEMPO NÃO VOLTA MAIS! NUNCA MAIS! A VIDA PODE NÃO SER BOA PARA ALGUNS, PARA MUITOS...MAS É SUA VIDA, É O TEMPO QUE TEMOS AGORA.

AQUI É APENAS UMA PASSAGEM. 
PASSAGEM BREVE. 
RÁPIDA.
NUM PISCAR DE OLHOS PODEMOS NÃO ESTAR MAIS AQUI.
E AÍ? 
APROVEITAMOS ESSA CURTA ESTADIA?
AMAMOS QUEM REALMENTE QUERÍAMOS?
DEMOS AMOR PARA QUEM REALMENTE MERECIA?
VALORIZAMOS AQUELES QUE SEMPRE ESTAVAM ALI DO NOSSO LADO, MESMO SEM SER FISICAMENTE?
PERDOAMOS?
BRIGAMOS POR BESTEIRA?
QUANDO SÓ O QUE SE TEM NA SUA FRENTE É A MORTE, SÓ O QUE QUEREMOS É VIVER O AGORA! QUE SE DANE PASSADO E FUTURO. 
O FUTURO É AGORA, É ESSE AGORA.
ESSA SUA PREOCUPAÇÃO DE HOJE VAI FAZER DIFERENÇA AMANHÃ? DAQUI A UM MÊS? DAQUI A UM ANO?
ESSE SEGUNDO AGORA NÃO VOLTA MAIS....ACABOU!
VOCÊ TEM UM NOVO SEGUNDO, UM NOVO MINUTO, UMA NOVA HORA. UM NOVO DIA.
E AI? VAI FAZER O QUE?

AH SE PUDÉSSEMOS LEVAR AS LEMBRANÇAS DO APRENDIZADO DESSA VIDA PARA OUTRA VIDA, PARA A OUTRA PASSAGEM QUE TEREMOS...


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Amadurecer é: descer do salto (por Nathalí Macedo)


Dia desses, olhando fotos antigas e a minha velha pasta de músicas de cinco anos atrás, percebi o quanto eu cresci – é que o amadurecimento tem dessas, é mensurável pelas coisas mais simples.
Reparei no meu cabelo escovado no porta-retratos. No salto alto e na cara de sofrimento, provavelmente pelas dezenas de calos nos meus pobres pezinhos. Ou pela pose que tinha de ser mantida, por tudo o que me impedia de me exceder na bebida (ou, aliás, de me exceder em qualquer coisa que fosse). Talvez pelo cara bonito com quem eu não poderia puxar assunto, pois, eu precisava esperar ele vir me convidar pra dançar.
Quais eram, afinal, essas grades invisíveis que me aprisionavam? Que força horrenda mantinha meus pés dolorosamente equilibrados naqueles saltos 15? Pra quem eu precisava provar que eu era esguia, comportada e tinha absoluto autocontrole? Na verdade, eu não pensava sobre isso na época – e, mesmo se pensasse, provavelmente eu não encontraria essas respostas.
Mas, depois de muitos calos, eu as encontrei: É que chegamos a uma fase da vida em que não precisamos provar nada pra ninguém. É quando a gente escolhe, constantemente, as sapatilhas. É quando a gente se joga de cabeça sem medo de sair descabelada. É quando a gente não tem medo de perder, por que a gente entende que não há o que ser perdido. Não há nada em jogo além da felicidade. E como ser feliz quando não se é livre?
É claro que o salto alto é bem-vindo, porque, convenhamos, nos deixa absolutamente sexys como num passe de mágica. Mas, entre estar confortável e impressionar alguém, a gente não pode mais titubear na resposta. É preciso optar por si mesmo.
A gente olha pros lados e não procura um olhar de desejo ou de despeito – a gente procura um novo drink, um novo amigo, um novo livro, um novo lugar, uma nova música… A gente entende que o que os outros pensam ao nosso respeito não nos diz respeito.
E a gente entende, sobretudo, quanta beleza há em estar confortável. Na cara lavada, nos pés no chão, nas roupas menos justas (e não menos sexys), no corpo de quem se cuida sem esquecer – nem por um segundo – de ser feliz.
E que o que importa nessa vida é cuidar da gente e de quem cuida da gente. 

Life goes on...